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16 de setembro: o que a preservação da camada de ozônio tem a ver com a frota do seu município
Do Protocolo de Montreal às metas de hoje: o que a data ensina sobre eletrificar a frota pública.
Equipe Cicloway 2 min de leitura

Em 1987, o Protocolo de Montreal eliminou progressivamente as substâncias que destruíam a camada de ozônio. Mais de 30 anos depois, a camada está em recuperação — o acordo ambiental mais bem-sucedido já assinado entre governos. O motivo não foi tecnologia nova. Foi meta clara, prazo definido e cobrança de resultado. É esse o paralelo que interessa a quem gerencia uma frota pública hoje: não o gás em si — CFC e CO₂ são problemas atmosféricos diferentes —, mas o modelo de gestão.
O que já está na lei
A eletrificação das frotas públicas no Brasil começa a ganhar espaço também na agenda legislativa. O PL 3174/2020, atualmente em tramitação no Congresso, propõe metas para a eletrificação da frota federal: pelo menos 10% dos veículos das Polícias Federal, Rodoviária Federal e Penal Federal a partir de 2025 e 90% da frota federal até 2035. Embora ainda não seja uma obrigação legal, a proposta sinaliza uma direção clara para a transição energética no setor público — movimento que também já começa a aparecer em iniciativas, licitações e projetos de mobilidade elétrica em diferentes municípios brasileiros.
Frotas públicas concentram dois motivos práticos para entrar primeiro nesse tipo de meta:
- Impacto direto na qualidade do ar local, em serviços que rodam todo dia no centro urbano — coleta, fiscalização, rondas;
- Alto valor demonstrativo: frota pública eletrificada é a meta ambiental que o cidadão vê passar na rua, não uma linha em relatório.
Triciclo elétrico para coleta de lixo em centros urbanos.
Meta não é comprar veículo
O erro mais comum é tratar a eletrificação como troca de veículo. Na prática, o plano tem quatro frentes:
- Diagnóstico da frota atual: quais rotas e usos eletrificam primeiro, com menor risco operacional;
- Infraestrutura de recarga: pontos, potência disponível e integração com a rede local;
- Capacitação de operadores: motorista e equipe técnica treinados antes do veículo entrar em rota;
- Indicador de resultado: emissão evitada e economia gerada, reportáveis à população e a órgãos de controle.
Um bom dia para revisar o plano
O Protocolo de Montreal não venceu porque o problema era simples. Venceu porque tinha data e número para cobrar. O 16 de setembro é um gatilho de calendário oportuno: serve para checar em que pé está o plano de eletrificação da frota, quais indicadores já existem e o que falta para a meta virar resultado mensurável — antes que vire só mais uma data comemorativa no relatório de gestão.
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