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Mobilidade Elétrica para Gestão Pública: o Case Vamos Juntos
Veja como triciclos elétricos da Cicloway ajudaram a Prefeitura de Fortaleza a levar mobilidade gratuita e inclusiva a 10 bairros
Equipe Cicloway 4 min de leitura

Mobilidade elétrica para gestão pública: o que o case Rede Vamos Juntos ensina sobre transporte inclusivo
Levar mobilidade de qualidade às periferias urbanas é um dos desafios mais persistentes da gestão pública no Brasil. Bairros afastados dos grandes corredores de ônibus concentram exatamente o público que mais depende de transporte para chegar a postos de saúde, escolas, entrevistas de emprego e terminais — e é justamente esse público que mais sente a ausência de opções acessíveis de primeira e última milha.

Em Fortaleza, a Rede Vamos Juntos virou referência nacional ao resolver esse problema com uma combinação pouco comum: triciclos elétricos, tarifa zero, agendamento por WhatsApp e uma parceria que une prefeitura, fundação de inovação, organizações internacionais e iniciativa privada. Em poucos meses, o piloto saiu de três bairros para dez, ultrapassou a marca de 5 mil viagens e teve que pausar temporariamente os cadastros — de tanta demanda.
Neste artigo, explicamos como o programa funciona, os números que ele já entregou e o que gestores públicos de outros municípios podem aprender com essa experiência antes de estruturar sua própria solução de mobilidade elétrica inclusiva.
O que é a Rede Vamos Juntos
A Rede Vamos Juntos é a segunda etapa do Desafio Mobilidade Cidadã, iniciativa liderada pela Fundação de Ciência, Tecnologia e Inovação de Fortaleza (Citinova), com apoio técnico da WRI Brasil e apoio técnico-financeiro da Toyota Mobility Foundation. A operação é implementada pela ARVRA Inteligência Artificial, responsável pela plataforma de agendamento e gestão da frota, com os veículos — triciclos elétricos customizados com a identidade "Rede de Mobilidade Inclusiva" — fornecidos pela Cicloway.
O programa nasceu para atender à Grande Siqueira, região da zona oeste de Fortaleza com alta concentração de vulnerabilidade social, oferecendo deslocamentos gratuitos de até 2,5 km dentro da malha de bairros atendida.
Como funciona na prática: o morador se registra uma vez, sem precisar baixar aplicativo. Agendamento por WhatsApp: um chatbot registra origem, destino e horário da viagem pelo número (85) 92006-4513. Tarifa zero: a viagem é 100% gratuita para o usuário final. Prioridade social: mulheres, idosos, pessoas com deficiência e mobilidade reduzida têm prioridade de atendimento. Uso conectado a serviços essenciais: trajetos até postos de saúde, escolas, terminais de ônibus, retirada de medicamentos e entrevistas de emprego.
Os números do piloto: da fase de testes à escala
O que torna esse case interessante para outros gestores não é só o conceito — é a velocidade com que os resultados apareceram, documentados publicamente pela própria Prefeitura de Fortaleza.

Na fase piloto, 97% dos usuários relataram se sentir mais seguros e 96% notaram melhora na qualidade de vida — indicadores que pesaram na decisão da Citinova de ampliar o programa para o dobro de bairros já na primeira rodada de expansão.
A lição de gestão que poucos casos mostram: o sucesso também precisa de planejamento de capacidade
Um detalhe raramente contado em projetos de inovação pública é o que aconteceu poucos dias depois da expansão: a demanda foi tão alta que a Rede Vamos Juntos precisou pausar temporariamente os novos cadastros via WhatsApp para reorganizar a operação antes de reabri-los.
Para secretarias municipais avaliando programas semelhantes, esse é um ponto de atenção concreto: dimensionar a frota e a capacidade de atendimento com base em cenários de alta adesão — não apenas na demanda estimada no diagnóstico inicial — evita interrupções de serviço logo na fase mais visível do piloto, quando a atenção da imprensa e da população é maior.

Por que triciclos elétricos fazem sentido para operações municipais
Do ponto de vista de quem planeja orçamento e execução, o modelo de triciclo elétrico resolve três restrições que costumam travar projetos de mobilidade no setor público:
- Custo de implantação menor que o de frotas convencionais. Veículos compactos elétricos custam uma fração de um ônibus ou van adaptada, permitindo pilotos com investimento controlado antes de qualquer decisão de escala.
- Operação silenciosa e emissão zero, compatível com metas ambientais e compromissos de ESG que municípios vêm assumindo em planos diretores e editais de financiamento internacional.
- Flexibilidade de rota em malhas urbanas irregulares, típicas de bairros periféricos onde o desenho viário dificulta a passagem de veículos maiores — exatamente o cenário da Grande Siqueira.
Como um gestor público pode estruturar um piloto parecido
Para secretarias de mobilidade, fundações municipais de ciência e tecnologia e consórcios intermunicipais que avaliam iniciativas semelhantes, o próximo passo é entender o custo, a frota e o modelo de parceria adequados à realidade local.
Quer avaliar uma solução de mobilidade elétrica para o seu município? Fale com a equipe Cicloway e conheça os veículos elétricos usados em operações de transporte de passageiros no setor público.